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Quarta-feira, 4 de setembro de 2002

 

Consertar o para-brisa custa menos que trocá-lo, especialmente para os importados. Resultado, porém, é ruim se houver demora, pois a sujeira acumulada na fissura é difícil de remover e cont inua aparente


Tiago Queiroz/AE
Demora e infiltração de sujeira comprometem resultado final do conserto
É bastante comum o motorista se surpreender com um pedrada no vidro dianteiro ao rodar atrás de um caminhão, por exemplo. Além do susto, o dono do carro pode levar de presente uma trinca no para-brisa. E para que o prejuízo não seja mais alto, o motorista deve reparar o vidro o mais rápido possível, já que a tendência é a trinca aumentar e acumular sujeira em seu interior, o que dificultará ainda mais o reparo. A trepidação do carro e a oscilação de temperatura (principalmente no interior do veículo) são as principais causas que fazem com que a trinca se torne maior.

A reportagem do Jornal do Carro acompanhou um serviço de reparação e constatou que ele vale a pena. Além de os gastos serem relativamente menores, principalmente se o automóvel for importado, se a trinca for recente e não houver o acúmulo de sujeira no seu interior, o serviço fica quase perfeito, digamos em 80%.

O proprietário da empresa Clínica Para-Brisas, Waldir Thomé, iniciou o processo de reparação limpando toda a extensão da trinca com álcool propileno. O serviço exigiu paciência, já que, em virtude do acúmulo de sujeira na trinca reparada durante a realização da reportagem, o líquido demorou para penetrar no local.

A finalização da limpeza ocorre quando toda a trinca é secada com o auxílio de um compressor.

Com uma furadeira de alta rotação (aproximadamente 20 mil giros por minuto) e uma broca de Carbide, semelhante à utilizada por dentistas, Thomé perfura em cerca de 2 milímetros todas as extremidades da trinca. "Essa perfuração tem como objetivo fazer com que a fissura não se amplie mais", diz o reparador. O conserto parece mesmo uma cirurgia, na qual até o barulho da furadeira faz lembrar um consultório odontológico.

Ao realizar esse serviço, uma das perfurações fez com que a trinca se tornasse ainda maior. "Isso de fato pode ocorrer, mas, nesse caso, como não há sujeira no local, o reparo com toda a certeza fica perfeito", acrescenta Thomé.

Para fazer com que a trinca de fato se una com a perfuração, o reparador atira ar comprimido no local. Por causa da pressão, a fissura se amplia até parar no furo realizado sobre o para-brisa.

A etapa mais complicada ainda está por vir, já que toda a parte interna da trinca deve ser preenchida com resina. Com o auxílio de uma seringa, Thomé aplica resina em toda a extensão da fissura. Em razão do acúmulo da sujeira, porém, o líquido não prenetrava com tanta facilidade. Para isso, o reparador teve de pressionar o para-brisa pelo lado interno, com o auxílio de uma ferramenta, a fim de fazer com que o líquido penetrasse naquele local.

Conforme a resina entra, a aparência da trinca já muda. Depois de muita paciência para preencher toda a extensão da fissura, uma fita adesiva transparente é colada no local reparado.

O processo de secagem inicia-se e uma luz que emite raios ultravioleta é focada sobre a fita transparente. Após aproximadamente 20 minutos, a luz é desligada e a fita, retirada.

Pronto. Thomé ainda recomenda que o dono do carro não lave o para-brisa no período de 24 horas nem utilize o ar-condicionado, se houver o equipamento.

O resultado foi considerado bastante positivo, já que a trinca que surgiu no momento da reparação praticamente sumiu porque não havia impurezas acumuladas. Na parte já existente da fissura, o que ficou mesmo exposto no para-brisa foi o filete de sujeira acumulado e que não se conseguiu remover.

"É bastante complicado reparar uma trinca que traz muita sujeira acumulada. Quando o carro é lavado ou o limpador do para-brisa acionado, as impurezas entram, dificultando muito a remoção", afirma Thomé.

No caso de pequenas trincas, Thomé cobra cerca de R$ 40,00 e o serviço demora em média uma hora e meia. A vantagem está no atendimento em domicílio, que implica um acréscimo de R$ 10,00.

O reparador conta que já atendeu mais de 600 carros e que a procura ocorre na maioria das vezes por donos de carros importados, cujos vidros são em regra mais caros. Há também proprietários de populares que procuram pelo serviço, mas, dependendo do tamanho da trinca, ele pode não compensar. O para-brisa de um Gol custa em média R$ 180,00.


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